Posted by: Bennertz Rafael | June 20, 2011

A EMERGÊNCIA E O FECHAMENTO DA CONTROVÉRSIA SOBRE O COMBUSTÍVEL BRASILEIRO ATÉ 1979. (Apresentação Esocite 2010)

Este artigo apresenta uma reflexão sobre o desenvolvimento do álcool carburante (etanol) no Brasil. De um modo geral, no momento em que o governo brasileiro decidiu que a adição de álcool anidro à gasolina seria a alternativa nacional para reduzir a importação de petróleo e iniciou os estudos sobre a porcentagem máxima de adição de álcool anidro à gasolina, foram iniciadas relações capazes de criar um novo cenário nacional e uma tecnologia. Um coletivo ao mesmo tempo social e técnico. O argumento central é de que se por um lado era preciso existir laboratórios bem equipados, por outro era fundamental que fosse estabelecida uma política e uma cultura nacional de uso do álcool combustível. Compreender como foi possível o desenvolvimento do artefato sócio-técnico álcool hidratado (etanol) como combustível, durante o Plano Nacional do Álcool (PNA) significa, especificamente, investigar as associações sociotécnicas postas em operação para a sua constituição. Neste sentido, o artigo se apóia na Teoria Ator-Rede e busca compreender as inúmeras associações realizadas para que o álcool hidratado (etanol) viesse a se tornar um combustível automotivo no Brasil do início da década de 1980. Desta forma, o artigo segue a seguinte estrutura: (i) Apresenta a história do desenvolvimento do álcool carburante, focando nos eventos que: (a)contribuíram para a desestabilização da gasolina enquanto combustível viável no Brasil do início da década de 1970, (b)deram as condições para o uso do álcool Anidro enquanto combustível adicionado à gasolina, (c)promoveram e estabilizaram o álcool hidratado (etanol) como o combustível nacional do início dos anos de 1980; (ii) por último, o artigo realiza uma reflexão sobre a descrição do desenvolvimento do álcool combustível considerando simetricamente os fatores sociais e tecnológicos. Nesta reflexão evidencia que o conteúdo técnico e o contexto social após a consolidação do álcool combustível não são os mesmos dos de antes do surgimento desta tecnologia. Foi possível perceber que para os atores envolvidos não havia distinção entre os componentes técnicos e sociais, que os próprios atores fizeram os objetos locais serem encontrados nas esferas globais. O mundo – o Brasil, em 1979 – foi sendo composto por um novo combustível, um novo motor e um novo tipo de consumidor, ávido, curioso, disposto a completar o tanque do seu carro com o álcool hidratado.
http://www.esocite2010.escyt.org/sesion_ampliada.php?id_Sesion=131

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